IPSA World Congress 2020: Call for Papers for LOC02 "Estudos Europeus” open panel: “O recrudescimento dos nacionalismos no espaço da União Europeia: que desafios?”

IPSA World Congress 2020: Call for Papers for LOC02 "European Studies | Estudos Europeus" open panel: "O recrudescimento dos nacionalismos no espaço da União Europeia: que desafios?" | "The Upsurge of Nationalisms in the European Union: What Challenges are we facing?"

Dear all,

The Call for Papers for the for the 26th IPSA World Congress of Political Science, to be held in Lisbon, Portugal on 25-29 July 2020, is now open!

We cordially invite you to submit your paper proposals to present you research in one of the LOC02 "European Studies | Estudos Europeus" open panel: "O recrudescimento dos nacionalismos no espaço da União Europeia: que desafios?" | "The Upsurge of Nationalisms in the European Union: What Challenges are we facing?" (details bellow).

Submission deadline: 10 October 2019.

Submit here: https://wc2020.ipsa.org/wc/panel/o-recrudescimento-dos-nacionalismos-no-espaco-da-uniao-europeia-que-desafios

Information on the call for paper proposals/abstracts is here: https://wc2020.ipsa.org/wc/submit-paper

Please visit the website wc2020.ipsa.org to submit your paper proposal, for more information on the Congress, important deadlines and submission guidelines.

You do not need to be an IPSA member to submit proposals. If you do not currently hold an IPSA account, you will be asked to create one. Once your proposal is accepted, you will have to become an IPSA member and register to attend the World Congress.

PANEL: "O recrudescimento dos nacionalismos no espaço da União Europeia: que desafios?" | "The Upsurge of Nationalisms in the European Union: What Challenges are we facing?"

Convenor : Prof. Isabel Valente

Type: Open Panel

Language: Portuguese

Chair: Prof. Isabel Valente

Co-chair: Mr. Alvaro Vasconcelos

Discussants: Mrs. Ana Azevedo & Ms. F. Marina Azevedo Leitão

Description in PT:

Foi para conjurar o nacionalismo, responsável por duas guerras mundiais, que no pós-guerra foi lançada a construção europeia. A integração europeia assentou na convicção de que só reforçando a interdependência, deslegitimando o nacionalismo e a xenofobia e vencendo o medo do outro seriam os europeus capazes de viver em paz e garantir a justiça social. E a História provou que tinham razão, durante mais de 60 anos - o mais longo período de paz da Europa. Neste século XXI o nacionalismo está, porém, de regresso, com uma renovada e forte influência política. Tal como no passado o nacionalismo reveste-se, no entanto, de múltiplas tonalidades e de graus. Conforme tem sido destacado, na realidade não há um nacionalismo, mas nacionalismos, no plural. No coração da Europa institucionalizada assistimos, assim, à renovação de nacionalismos de base estatal que fazem da lealdade ao Estado a máxima da sua existência, originando, nas suas manifestações mais extremas, sentimentos de xenofobia (medo ou aversão aos estrangeiros), de racismo (superioridade face a pessoas de outros grupos étnicos), de arrogância cultural (menosprezo do "outro") e de vontade de domínio político de diferentes povos (imperialismo). Ao mesmo tempo, novas manifestações de nacionalismo têm vindo a ser gradualmente reconstruídas e refeitas, e uma grande parte delas, organizadas do ponto de vista político e institucional, peroram pela independência em relação às comunidades políticas mais amplas em que têm lugar e pela criação de novos Estados soberanos a partir da separação de uma parte do território de outro pré-existente. A constatação destas realidades constitui a razão basilar para nos debatermos sobre o que tornou o nacionalismo (nas suas múltiplas manifestações) tão atractivo, de novo, para uma parte importante da população europeia. Será a integração europeia, ao mesmo tempo, travão e causa maior dos nacionalismos de hoje? Que paralelismos existem entre as suas diversas manifestações? Que ameaças representam à democracia na Europa? Estas serão as principais questões sobre as quais se refletirá no âmbito deste painel.

Description in ENG:

The European construction arises in the aftermath of World War II, to conjure the nationalism that was in the basis of the two World Wars. European integration was based on the conviction that only by reinforcing interdependence, delegitimizing nationalism and xenophobia and overcoming the fear of the other, would Europeans be capable of living in peace and guarantee social justice. History proved them right for more than 60 years - the longest peace period in Europe. Nevertheless, in the 21th century, nationalism returned with a renewed and strong political influence. As in the past, nationalism has multiple shades and degrees. As has been highlighted, there is no nationalism but nationalisms (plural). Thus, in the heart of institutionalised Europe, we have witnessed the renewal of state-based nationalisms that make loyalty to the State their torch, originating in their most extreme manifestations, feelings of xenophobia (fear or aversion to foreigners), of racism (superiority against people of other ethnic groups), of cultural arrogance (disparage of "other") and the will of political dominance of other peoples (imperialism). At the same time, new manifestations of nationalism have gradually been rebuilt and remade, and a large part of them, organised from a political and institutional standpoint, and exhorting independence in relation to the broader political communities in which they take part and the creation of new sovereign States from the separation of part of the pre-existing national territory. These realities constitute the basic reason for discussing what has made nationalism (in its multiple manifestations) so attractive, again, to an important part of the European population. Is European integration simultaneously a deterrent and a greater cause of today's nationalisms? What parallelisms are there between the various nationalism manifestations? What threats do those nationalisms represent to European democracy? Those are the main questions this panel aims to address.