Colóquio: Os Maios de 68 e o futuro da Europa

Colóquio: Os Maios de 68 e o futuro da Europa

Grupo de Investigação Europeísmo, Atlanticidade e Mundialização do CEIS20-UC / Fórum Demos.

Sala de São Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, 23 de Novembro de 2018.

O objetivo deste colóquio é discutir as heranças de 68, nomeadamente, no contexto do debate europeu atual. Paul Ricoeur, reitor da Universidade de Nanterre - onde a revolta estudantil começou -, referindo-se aos acontecimentos de 68, escreveu na revista Esprit: "O Ocidente entrou numa revolução cultural (...) porque questiona a visão do mundo, a conceção de vida subjacente à economia, à política e ao conjunto das relações humanas. (...) Uma revolução que ataca o niilismo de uma sociedade que, tal como um tecido canceroso, não tem outro objetivo que não seja o crescimento". Porém, o desejo de liberdade e de uma sociedade mais justa não se fez sentir só no Ocidente, tendo assumido formas muito diversas pelo mundo, como por exemplo, a primavera de Praga que foi um outro Maio europeu, que foi um "desejo de Ocidente". O regresso à Europa, o slogan da revolução de veludo de 1989, fazia parte das aspirações checoslovacas de 1968 - escreveu Jacques Rupnick. As utopias democráticas e sociais dos anos 60, 50 anos depois, são postas em causa pelos abalos provocados pela crise financeira e pela emergência do populismo, o que justifica revisitar aqueles anos, na perspetiva de procurar entender as tendências que, desde então, forjam o futuro da Europa.

Coordenação Científica: Álvaro Vasconcelos e Isabel Maria Freitas Valente
Comissão Organizadora: Isabel Maria Freitas Valente e Marina Azevedo Leitão